Pisciana, intuitiva, sonhadora e romântica nata. Fã da vida, da dança, da arte, da natureza, dos animais, da música e do amor. Àqueles que apreciam a arte de viver, uma visão poética desta eterna aprendiz... (Qualquer reprodução de conteúdo deste blog deve ser sempre feita com referência a minha autoria.)
terça-feira, 14 de abril de 2020
Sobre a dor materna (Um dia desses...)
"Um dos sentimentos mais cruéis que alguém pode sentir é a impotência frente a dor e o sofrimento alheio, principalmente quando se trata de uma pessoa querida.
Em se tratando de um filho então, esse sentimento triplica a angústia de não poder fazer absolutamente nada quando o assunto é doença.
Imploramos silenciosamente a Deus que alivie, que poupe, que transfira para nós mães, a dor do nosso filho.
Se possível fosse, tiraríamos com a mão e colocaríamos em nós!
Num ambiente de UTI pediátrica onde o clima é frio e o tempo parece parar, essa sensação é ainda mais gritante.
Qualquer movimento, qualquer gesto ou suspiro, um bip que toca de repente ou um simples exame de sangue, toma outras proporções.
Casos graves ou mais simples, não importa. Cada mãe/pai/família sabe exatamente a cruz que carrega.
Histórias de vidas que se cruzam nos corredores do pesar e da esperança, na espera interminável por uma melhora ao lado do leito, na expectativa da alta hospitalar.
Ser mãe é padecer no amor e infinitamente na dor."
(14/04/2017 - Hospital Sepaco)
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