sábado, 23 de fevereiro de 2013


 “ENCONTRO CASUAL”
Quando a noite parecia acabar
Surge uma esperança na troca do olhar.
No clima de festa carnavalesco,
Onde as paqueras não surtem efeito,
Um encontro se fez exceção.
E na magia da noite festiva
Os dois se conheceram, então.
Ambos piscianos, de forte intuição,
Pressentiram que não seria somente atração.
Conversaram apenas o trivial.
Na despedida, um ar de interrogação.
Quarta de cinzas... Fim da folia.
Porém, início de outra alegria.
No decorrer da noite não ocorreu o final esperado
Tornando assim, um reencontro muito mais desejado.
O qual não demorou a acontecer
Pois no dia seguinte saíram ao anoitecer.
Finalmente a sós puderam se perceber.
Discutiram diversos assuntos.
Paixões antigas, vontades, sonhos...
Cada qual contou um pouco sobre seu mundo.
As horas foram passando...
Ansiedade e desejo aumentando...
Até o momento em que permaneceram calados
E o homem de gravata se aproximou
Comunicando que o local seria fechado.
Agora era hora de agir.
Não mais de falar, observar ou ouvir.
Os dois foram se aproximando, muito timidamente,
Até sentirem suas respirações.
Foi quando ele a tocou com seus lábios, suavemente,
Unindo seus apaixonados corações...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

        "Amor & Liberdade -Talvez nunca tenha amado de fato"

Outro dia vi uma cena de novela em que um casal, que dizia se amar, discutia a possibilidade de continuar junto e debaixo do mesmo teto.
E como sempre, a mulher mais sabiamente (pois é de sua natureza) percebeu através de algumas atitudes e comportamentos do parceiro que ele não estava feliz e, consequentemente, ela também não.
Ambos, apesar de se gostarem, atribuíam à felicidade significados diferentes.
Ela, como a maioria das mulheres, queria uma união estável, uma vida a dois em comum; ele, por outro lado, e apesar de ter tentado, não podia mais fugir a sua natureza de homem livre, independente em todos os aspectos, com total autonomia para ir e vir, fazer o que quiser na hora que bem entender, sem ter que dar satisfação de nada a ninguém.
Homens como esse dificilmente se entregam de fato ou se aprofundam nas relações.
Apaixonar-se é sinônimo de desordem, perturbação, desejar o desejo do outro.
Amar alguém é um convite para sair de si mesmo e perceber o apelo do outro. Se o outro estiver muito centrado em si mesmo ( ou se sempre esteve)  não será capaz de ouvir esse apelo.
Mesmo porque amar é correr riscos, principalmente o risco da separação, de perder a quem se ama.
Ou, em última instância, é a vivência da morte do outro em minha consciência e vice-versa. Portanto um dos riscos implica em sofrimento.
Mário Quintana poetizou : "Tão bom morrer de amor e continuar vivendo."
De certa forma, vive mais intensamente quem se arrisca mais, quem permite que haja uma troca de experiências significativas; quem de fato está com alguém não numa relação de contiguidade mas num encontro verdadeiro, onde um estimula o outro a ser uma pessoa melhor, acrescentando e enriquecendo à existência de ambos.
Edgar Morin, pensador françês, disse: " O segredo da juventude é este: vida quer dizer arriscar-se à morte; fúria de viver quer dizer viver a dificuldade." Ou seja, sair da zona de conforto.
Eu diria que este não é somente o segredo da juventude mas do amor também. E já que vida é única e passageira e a finitude inexorável, por que não reavaliar comportamentos e escolhas?
Afinal, o que é a vida senão o amor ?!

sábado, 2 de fevereiro de 2013

 
" SOBRE CANTIGAS DE RODA"
 
Quem é que nunca foi criança?
Quem é que não brincou
Algum dia, de ciranda?
Quem já não se encantou
Com as brincadeiras de roda,
Cantigas de ninar e melodias folclóricas?
Quem é que não se recorda
Da doce voz da mamãe
Ensinando essas canções
Tão cheias de coreografias e diferentes melodias?
Atirei um pau no gato...Cai cai balão...
Ciranda cirandinha... Capelinha de melão...
No quintal ou na calçada
Com os amiguinhos na escola,
Tudo vira uma grande festa
Com as cantigas de roda! 
De geração em geração
São cantadas, são brincadas...
Dando-se sempre as mãos
De maneira compassada.
E à cultura de um povo,
Passam a ser incorporadas.
Enriquecendo esse universo imaginário
Tão rico e infantil,
Que é o mundo das crianças, das cantigas, das cirandas do Brasil!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013


 

 

Quanta saudade...

Meu pensamento é todo você!
 
Desde aquela tarde fugaz, desejo senti-lo, tocá-lo, ouvi-lo!
 
Necessito ver-te que seja uma única vez.

Deixaste-me louca, obcecada, desvairada, descontrolada.
 
Possuída por um sentimento adolescente de transgredir, de abusar, de ser feliz...
 
A qualquer custo!”