segunda-feira, 25 de janeiro de 2016


“SAMPA DAS ALTURAS"

Tudo é tão tranquilo daqui de cima...

Tão organizado, sincronizado e limpo

E aos olhos da Lua então

Tudo fascina!

Tuas faíscas ora vermelhas, ora amarelas

Num vai e vem sem cessar

Formam filas de luzes paralelas

Que fazem o mais manso dos seres renegar

Tuas enormes construções, tão imponentes

Labirintos de pedra num trafegar de gente

Que circula, que volta, que anda

Que vai e que vem num corre-corre desvairado

De tudo tens um pouco:

Parques, teatros, quitutes, praças

Shows, hotéis, bares, cachaça

Abrigas as mais diferentes histórias

As mais diversas raças e etnias

Culturas tão distintas de terras tão longínquas

Tão vasto é teu horizonte

Que mesmo das alturas não tens fim...

E quando todas as luzes se apagam

E quando todas as vozes se calam

E tudo parece estático

Podes finalmente respirar

para que um novo dia possa empeçar...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016


“Sobre mim”

Tenho alma de poetisa

Um coração deveras sonhador

Meu espírito tem sede de vida

Minha busca será sempre o amor...

Meu viver é muito intenso

E da realidade muitas vezes me desprendo

Romântica incorrigível

Na arte de amar, acho tudo possível

Impulsiva, destemida e decidida

Não me canso de arriscar

Tendo como aliada  a intuição

Que quase sempre me guia

Desviando-me da razão

Apreciadora de toda  forma de arte

Sensibilidade é o todo em minhas partes

Vivo a esperança do amanhã

O saudosismo de ontem

E a alegria de estar viva oydia!


segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

 “Deixe-me...”

Deixe-me ser o que mais ninguém ousou

Deixe-me estar...deixe-me ficar

Onde talvez ninguém jamais alcançou

Deixe-me quebrar tuas resistências

Assim, sem muita insistência

Deixe-me ser o meu eu mais autêntico

E oferecer-te o que em mim há de mais sagrado: meus sentimentos

Deixe-me ser teu presente

E tente não questionar o futuro

Não deixe nas mãos do destino

O que só depende do livre arbítrio

Permita-se vivenciar as sensações da maturidade

Em sua plenitude, sem meias verdades