segunda-feira, 26 de setembro de 2016


Teu perfume, último poema”

Inda resta teu perfume

Na camiseta branca amarelada de dormir

Esquecida por acaso ou providência

Para que, de quando em quando,

Eu pudesse junto a mim te sentir

Inda resta teu perfume

E agora somente as lembranças

Pois já não há sequer esperança

De um final feliz

Feliz foi o tempo em que juntos estivemos

As loucas horas em que nos amamos

As gostosas risadas que demos no Di Salerno

E todas as vezes em que dançamos

Inda resta teu perfume...

Por quanto tempo ainda ?

O suficiente talvez, para esquecer-te de vez

terça-feira, 6 de setembro de 2016


                  “DELEITE”
Anseio ardentemente por um toque seu
Venha sem demora, satisfazer este sedento desejo meu
Quero teu olhar obsceno a devorar meu corpo absorto...
Teus lábios tateando minhas curvas
Sugando minha vulva...
A me cobrir de carícias...
Revelando-me delícias...
A consumir minhas energias...
A me enlouquecer de prazer!
Minha boca sempre ávida por tua saliva
Por teu beijo,  teu odor...
Saborear teu sêmen sem recato, sem pudor
Deleitar-me em tua nudez
Cavalgar em tua rigidez
Até jorrar tua seiva quente              
             em meu libidinoso e secreto jardim
Realizar-me num gozo pleno... amor...

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

 Quem és e qual o teu sentido?
                 (In memoriam)                     
Tão sublime e implacável...
És um sopro ininterrupto de duração determinada
És brisa que embala as verdes folhas...
E num instante, não és mais nada
És orvalho a lacrimejar sobre pétalas aveludadas
Numa manhã de inverno gelada...
Tua linha é tão tênue e incerta
Que despertas as mais profundas indagações
Tua face por vezes doce e tranquila
Outras, turbulenta e impiedosa
Teu caminhar segue o curso de um rio
Num percurso sem volta
Tuas curvas sinuosas e repentes de cheia...
Tempestades intempestivas e tardes de calmaria
Tens a cor do teu pintor!
 Mas para muitos, não tens colorido algum
Tão comemorada é tua chegada
E quase sempre, funesta tua partida
E assim teu caminho segues ...teu destino trilhas...
Assim és tu, Vida...

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

"Turma da Barão”
(Dedicado aos amigos da Barão Duprat)
Barão Duprat é uma rua
Que um dia já foi sua!
Verdadeiramente, foi da nossa turma!
Nosso espaço a céu aberto, o nosso lugar...
Nosso fundo de quintal, nosso playground!
Palco de muitos encontros e intermináveis conversas
Ao redor de fogueiras e muita zoeira
Proporcionou-nos lazer
Presenciou  lágrimas e sorriso amigo
Viu-nos crescer...
Promoveu namoros
Testemunhou amores e também dissabores...
Fincou estórias e criou laços
Uniu corações...
Ficou na memória...
Deixou muita saudade
Daquela tal idade que não volta mais...

segunda-feira, 1 de agosto de 2016



EU “
Eu sou a tua realidade
Sou tua, inteira e de verdade
Nada efêmero, ilusório ou virtual
Mas algo profundo, intenso e carnal
Sou a tua melhor parte
Tua vaidade, tua juventude e o teu mal
Teu problema, teu maior dilema
Tua ideia paradoxal
Sou tua excitação...tua hesitação
E o teu mais belo poema
Sou tudo, toda sua
Mas posso simplesmente ser nada, nunca mais...

quarta-feira, 20 de julho de 2016

"20 de Julho - Dia do Amigo" 
 
"A amizade é acima de tudo certeza. É isso que a distingue do amor."
(Marguerite Yourcenar)
                                                                    
 
A certeza de que existe alguém que nos aceita
incondicionalmente, com nossas falhas e defeitos;
 
De saber que essa pessoa se importa

verdadeiramente e está disposta a te auxiliar seja em que ocasião for;
 
 A certeza do abraço apertado que conforta mais do que mil palavras...
 
Do riso fácil e de momentos de inapreciável valor.
 
A convicção de nunca estar só e de quão vital para nossa existência se faz essa presença.
 
É  o privilégio de compartilhar situações de alegria e de dor
 
A possibilidade de ser reciprocidade...
 
Paz, conforto, felicidade e amor.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

15 de Julho - Dia Nacional do Homem    
        
                   "Ode ao masculino"                          
Em tua força bruta, por vezes , me inspiro
Em teu instinto protetor me aconchego
Na tua silhueta me  delicio
E no teu companheirismo acredito

O sapo que se transforma no encantado príncipe
Ou a fera, que da mulher se apodera

Toda beleza masculina pela Grécia exaltada
Na figura de Eros, cujo o amor divinamente representava

O macho da espécie, o reprodutor
Referência do sexo forte, o protetor
O cavalheiro gentil e educado
O bom moço honesto e trabalhador

Se  íntegro, carinhoso e bem-humorado
Eterno sedutor...

Seja loiro, branco, negro ou moreno
Ou a  versão que for
Habita o imaginário feminino
Você Homem, criatura divina
Esculpido e destinado a ser nossa companhia
Para caminharmos lado a lado
Nessa incógnita alucinante chamada Vida!

segunda-feira, 30 de maio de 2016


Cara metade”

Um dia descobri minha cara metade
Mas que pena, a bem da verdade,
Minha outra metade, a mim não quis...

Um dia deixei pra lá a tal  idade
Em que pese duas décadas em nossa bagagem,
E não me importei com absolutamente nada
Além do amor que alimento por ti...

Um dia intentei sobre a felicidade
Mas que pena, a bem da verdade,
Ela apenas sorriu para mim...

Um dia quem sabe
Você deixe de bobagens
E que bom , a bem da verdade,
Declare-se a mim, sua cara metade...


quarta-feira, 13 de abril de 2016


"A arte de beijar-te"
No preceito para fazer o que é devido
Nos entendemos de forma tal
Que mesmo ainda desconhecidas
Ao primeiro toque, apaixonaram-se nossas línguas...

E desse momento em diante
Surgiu uma necessidade constante
Em mantê-las próximas e operantes

Insaciáveis, acariciam-se
Em movimentos circulares
Ora lentos, ora vorazes
Provocando sensações inefáveis...

Desejosos nossos lábios e sempre a postos
Utilizando-se de artifícios e artimanhas
A cada contato ficam mais e mais habilidosos
Realizando diversas façanhas...

Assim seguimos aprimorando-nos
E a cada ósculo, tornando-nos
Peritos na saborosa arte de beijar-se...

quarta-feira, 6 de abril de 2016


                                                                                                                    “Renda-se”  
Renda-se aos meus caprichos
Aos versos escritos em pranto
Aos meus dengos e carinhos
E a todos os meus encantos...


Renda-se as minhas súplicas e as tuas dúvidas
E a todas as incertezas...
Renda-se ao meu sim e teu não
A minha insistência em bem-querer-te
E a toda ternura que sinto com você  
Renda-se a minha impulsividade
Minha meninice e nossas afinidades
Assim como me rendi a tua maturidade 
Renda-se ao meu discurso prolixo
Ao nosso ritmo cadenciado ao bailar
E mais do que isso,
Ao sabor extasiante do nosso acasalar
Renda-se ao acaso que nos uniu
Ao presente que nos torna cúmplices
E a tudo que juntos, ainda podemos experimentar
Renda-se a mim
Renda-se ao amor...

terça-feira, 22 de março de 2016

"Quando dei por mim..."
Quando dei por mim
Já havia me envolvido
Em uma relação que a princípio
Talvez nada tivesse rendido
Quando me dei conta
Num emaranhado de emoções
de ponta a ponta, estava pronta
Pronta para amar e ser amada
Zelar e ser cuidada
Apaixonadamente enamorada
Quando dei por mim
Apenas eu me entregara
E tão somente eu desejava
Essa minha relação
E de nada mais importava
Nem o tempo juntos ou o envolvimento
Nem mesmo todo sentimento contido
Ou tudo o que pareciam ter adquirido
De nada mais adiantava
Insistir naquela estrada de  única mão
Quando dei por mim
Percebi todo o tempo perdido
E intentei comigo... "tudo passa...
Tudo sempre passará..."

quinta-feira, 17 de março de 2016

"Dias de fúria"

Tenho em mim algo de monstruoso
Inquietação profunda que por vezes  me acomete
E que me faz quase surtar
Necessidade imediata  de afrouxar a gravata
Sair por aí  displicentemente, sem com nada me importar
Escapar por pouco da rotina diária que aprisiona, que escraviza
Pegar carona com a vida e não deixá-la passar
Ir  de encontro a um amigo
Ver o pôr  do sol...
Devorar um livro
Passear com meu filho
Ou simplesmente curtir o próprio umbigo!
Há em mim um desassossego, quase tormento
Que paralisa, que anestesia
Que cria um paradoxo interno
Impulsionando sentimentos diversos
Liberdade...Justiça...Euforia...
Que me faz querer alforria desse capitalismo desenfreado
De desigualdade e injustiça, abarrotado
Da moeda poderosa que impera
E que gera guerra e destruição
Há em mim uma espécie de fúria
Em querer fazer justiça com as próprias mãos
Em dar um basta em toda essa podridão
Que detona vidas inocentes
Tornando-nos reféns de uma nação
Há em mim muito mais do que uma simples perturbação.
Há um desejo legítimo, súplica mortal,
De ver e viver uma realidade  mais digna e merecida
E  deixar de acreditar que possa ser mera utopia.


terça-feira, 8 de março de 2016


A Mais Bela Flor”

Muitos são os seus predicados

E infinitas suas habilidades

Diversas são suas conquistas

Num enorme leque de possibilidades

Sua trajetória nunca foi fácil

Não obstante em outras épocas

Sua jornada já fora mais tranquila

Na atualidade corres contra o tempo

Tens mil afazeres e os cumpre a contento

És por definição, Fortaleza

Sagrada por natureza

E carregas intrinsecamente

Formosura e Beleza

És Luz que conduz

Feminilidade que seduz

Por vezes frágil e indefesa

Porém sem jamais perder sua destreza

És, de todos os jardins,

a mais perfumada e bela Flor

És Sensibilidade e Delicadeza

E, decerto, a personificação do Amor...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016


" Coração sonhador"

Meu coração amanheceu tristonho

Pálido e machucado

Sem sonhos e abandonado

Apaixonado mas desiludido

Contido num pulsar bandido

Que ainda insiste em querer-te comigo

Mas o tempo, nesse momento um amigo,

Trará o alívio de que necessito

As respostas que aprecio

Ou talvez o dito pelo não dito

Sanará a dor e secará o pranto

Devolvendo-me a cor e o encanto

De um coração sonhador...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

"Olhar fixo"

Sinto a brisa em meu rosto a me acariciar
Exalando seu perfume na distância
Nesse intervalo entre uma estação e outra
O mais longo de toda minha existência
Meus olhos, no vazio profundo,
Além do horizonte proclamam os teus
Minha mente vaga tentando imaginar
Se o teu pensamento ainda me recorda
Assim como eu te procuro
A cada lua crescente
A cada riso forçado
Disfarçando propositadamente
O verdadeiro anseio reprimido
Experimentando em outras bocas
O amargo gosto da derrota
Sentindo em braços alheios
O aconchego que um dia tivera
Satisfazendo em outro corpo
O regozijo perdido
Enquanto o real esquecido
                          Aguarda o teu, numa longa espera...