segunda-feira, 26 de setembro de 2016


Teu perfume, último poema”

Inda resta teu perfume

Na camiseta branca amarelada de dormir

Esquecida por acaso ou providência

Para que, de quando em quando,

Eu pudesse junto a mim te sentir

Inda resta teu perfume

E agora somente as lembranças

Pois já não há sequer esperança

De um final feliz

Feliz foi o tempo em que juntos estivemos

As loucas horas em que nos amamos

As gostosas risadas que demos no Di Salerno

E todas as vezes em que dançamos

Inda resta teu perfume...

Por quanto tempo ainda ?

O suficiente talvez, para esquecer-te de vez

terça-feira, 6 de setembro de 2016


                  “DELEITE”
Anseio ardentemente por um toque seu
Venha sem demora, satisfazer este sedento desejo meu
Quero teu olhar obsceno a devorar meu corpo absorto...
Teus lábios tateando minhas curvas
Sugando minha vulva...
A me cobrir de carícias...
Revelando-me delícias...
A consumir minhas energias...
A me enlouquecer de prazer!
Minha boca sempre ávida por tua saliva
Por teu beijo,  teu odor...
Saborear teu sêmen sem recato, sem pudor
Deleitar-me em tua nudez
Cavalgar em tua rigidez
Até jorrar tua seiva quente              
             em meu libidinoso e secreto jardim
Realizar-me num gozo pleno... amor...