domingo, 15 de fevereiro de 2015


                                                          'Sobre relacionamentos'
"Seja qual for o relacionamento que você atraiu para dentro de sua vida numa determinada época, ele foi exatamente aquilo que você precisava naquele momento." É o que afirma Deepak Chopra, médico, professor e escritor indiano.
Baseada nessa afirmação e na máxima ' nada é por acaso', gostaria de fazer algumas considerações.
Comecei a namorar aos treze anos de idade (precoce eu sei), casei-me aos 25 (mas não foi com o primeiro namorado não!) e separei-me com exatos dez de casada, onde certamente fui feliz o tempo em que estivemos juntos.
Nunca curti muito a solidão, então estava sempre namorando. E foi assim até o momento...
Hoje, talvez eu tenha descoberto e percebido que estar só pode e deve ser bom!

"Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite."(Clarice Lispector)

Posso dizer que minha experiência  com o sexo masculino, me trouxe algumas decepções mas também agradáveis surpresas.
Hoje em dia, as relações tornaram-se superficiais demais! Tanta gente se casando com o pensamento ' se não der certo, separa', que é exatamente o que acontece algum tempo depois.
E como não mencionar a traição, a grande vilã , uma vez que as novelas e minisséries exibem ou reproduzem situações da vida real?
Será o fim do 'Felizes para sempre'?!?
Fidelidade, respeito, cumplicidade, companheirismo, amizade, diálogo, tolerância, flexibilidade, paciência,  confiança , são aspectos importantes para que uma relação seja bem sucedida.
Parece que as pessoas não estão dispostas a investir no outro, a persistir para que dê certo; desistem logo na primeira briga afinal a fila anda!
Tenho notado que os homens são mais precavidos, mais cautelosos digamos assim;  não se deixam envolver facilmente, não se entregam naturalmente; eu diria até que eles têm medo de amar. Mas também se arrependem com maior facilidade quando a ficha cai!
Já a mulher, ao contrário, rende-se ao amor, disposta e inteira... e dificilmente volta atrás quando se certifica que uma relação não terá êxito.
Assim , homens e mulheres, seres semelhantes porém distintos em sua essência buscam algo em comum. Talvez precisem reaprender a relacionar-se numa época de imediatismos onde tudo ocorre de forma tão fugaz, inclusive os relacionamentos.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

        “Dor da saudade”

Só quero que o dia acabe

E arranque do peito a dor da saudade...

Essa dor que sufoca

Essa angústia que cala

Esse amor que me invoca

Essa falta que sinto

Teu olhar, tua voz

Meu instinto...

Só quero que o dia acabe...

E no meio da noite

Um gemido, doce libido...

Um corpo suado, um desejo velado

Um segredo guardado

Ah como desejo que o dia termine

E leve de vez essa dor que me invade

Desse amor tão antigo

Que há muito trago comigo

E que já não pode ser correspondido.

O dia findou...

A dor não cessou

Permanece fincada, latejando... 

Até sucumbir... inanimada...